ser analógico em tempos de vida digital

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Quando eu voltei a revelar fotografias em casa, me deparei com os desafios deste processo em tempos de vida digital.
O analógico convoca-nos à espera, ao desconhecido, ao erro, à análise e à finitude.
É a vida lenta e terapêutica.
A vida rara…e cara.
O digital representa o inverso.
É a velocidade, o instantâneo, o volume, o imensurável.
É a vida intensa e abundante. A vida cotidiana…e módica.
Entre um método e outro, há conjugação de objetivos: Registro, armazenamento de memórias, aprisionamento de coisas, congelamento de pessoas.
Entre um método e outro, há dispersão.
O analógico dissipa a pressa, o digital, a demora.
Entre um método e outro, vou guardando o meu mundo.

 

Nestas fotografias podem ver à direita a Ribeira das Naus e à esquerda, as escadas que descem do Príncipe Real para a Praça da Alegria em Lisboa. A foto em que estou foi tirada pela Daiane Lopes no Miradouro São Pedro de Alcântara. Todas foram tiradas no final do Outono /16. O filme utilizado é um ADOX 100, 35 mm, preto e branco. O material de revelação do filme, ampliação de fotos e o papel fotográfico também são da ADOX.

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